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A nova secretária de imprensa da Casa Branca, Katie Zacharia, admitiu na quinta-feira, 15, que não foi aprovada no exame da ordem dos advogados nos Estados Unidos, ao contrário do que havia afirmado.

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Menos de uma semana após assumir o cargo, Katie levantou dúvidas sobre suas credenciais ao se apresentar, nas redes sociais e em programas de televisão, como assessora jurídica de uma organização conservadora sem fins lucrativos sediada na Califórnia e ao afirmar que havia trabalhado como advogada em um escritório em Pequim.

No entanto, as credenciais jurídicas de Katie foram questionadas depois que ela deu uma resposta vaga sobre onde havia sido aprovada no exame da ordem. A porta-voz foi nomeada na semana passada pelo presidente americano, Donald Trump

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A nova secretária de imprensa da Casa Branca, Katie Zacharia. Foto: Julia Demaree Nikhinson/AP

Katie formou-se em Direito pela Universidade Pepperdine em 2011, mas o diploma não habilita automaticamente o profissional a exercer a advocacia.

Em entrevista à emissora Fox News na quinta-feira, Katie foi questionada pelo apresentador Sean Hannity se havia feito o exame da ordem, mas não tinha sido aprovada. “Sim”, respondeu.
Em uma entrevista anterior ao jornal conservador Real America’s Voice, Katie também levantou dúvidas sobre suas credenciais ao dizer que havia se inscrito para fazer o exame, mas estava “distraída e sobrecarregada” com os planos de mudança para a China com o marido.
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“Os resultados são, de certa forma, irrelevantes, porque eu sabia que não precisaria do título de advogada na China”, disse.
Cidadãos estrangeiros não podem prestar o exame da ordem na China, embora possam realizar certos trabalhos jurídicos em escritórios de advocacia chineses.
Na entrevista à Fox News, Katie foi questionada se havia feito o exame uma segunda vez, ao que ela respondeu: “Não fiz”. “Tive quatro filhos em seis anos”, disse. “Nunca foi minha intenção exercer a advocacia.”
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Katie afirmou à Real America’s Voice que “muitas pessoas do setor” haviam lhe garantido que ela poderia atuar como advogada, considerando seu diploma em Direito e sua experiência na área empresarial na China.
Ela acrescentou que poderia “oferecer análises jurídicas, não consultoria jurídica”.
A organização de ética política Campaign for Accountability solicitou, na quarta-feira, 14, que a Ordem dos Advogados da Califórnia iniciasse uma investigação. “Na Califórnia, intitular-se advogado sem licença não é um exagero; é crime”, afirmou a organização em um comunicado.
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Katie diz que China não tem ‘banheiros adequados’
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Em outra entrevista na quinta-feira, ao podcast do influenciador de direita Jack Posobiec, Katie minimizou o potencial da China ao afirmar que o país não tem “banheiros adequados”.
Katie viveu na China na década de 2010 e afirmou que, em 2016, a percepção geral era de que Pequim iria superar Washington como potência. “Nos diziam que Hillary [Clinton] ia ganhar. Os dias dourados ou os dias de glória dos EUA haviam acabado. Que a China estava despontando no horizonte”, disse a secretária.
“Eu lembro disso muito claramente, tinha acabado de voltar da China e pensava: ‘Como é que a China é o próximo país no horizonte? Eles nem têm banheiros adequados’”, acrescentou.
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Pequim reagiu à fala de Katie com um convite para que ela visite o país com mais frequência. “Nós a convidamos a visitar a China com mais frequência, quando tiver oportunidade”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, sorrindo levemente, durante uma entrevista coletiva.
Katie conduziu sua primeira entrevista coletiva na terça-feira, 13. A conversa durou 15 minutos, e ela respondeu apenas a perguntas de três jornalistas.
A republicana substituiu Karoline Leavitt, aliada de Trump que liderou uma estratégia de comunicação agressiva contra a imprensa tradicional antes de renunciar, em agosto, para dedicar mais tempo à família./Com informações da AFP
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